A crise econômica mundial e os efeitos dela na economia brasileira têm sido o foco de conversas nos mais variados meios: dos debates especializados às conversas em mesa de botequim. Alguns são mais otimistas; outros nem tanto. O que é certo é que o debate está apenas começando, inclusive nas principais rodas de executivos no País.
Dentro desse contexto, é natural que os ânimos se alterem. Foi o que se viu durante o Maximídia (evento de publicidade que aconteceu no começo de outubro, em São Paulo). Nizan Guanaes, presidente do Grupo ABC, e Fábio Fernandes, presidente da F/Nazca saíram de um debate caloroso sobre como o País se prepara para a crise e terminaram com um bate-boca digno de ser viralizado. E foi o que aconteceu. O vídeo editado com os momentos mais quentes do embate foi postado dia 22 de outubro no YouTube e, em apenas um dia, teve mais de 22 mil visualizações e quase 100 comentários.
A divergência de pensamentos em relação ao momento atual da propaganda, os palpites a respeito do protagonismo da crise no Brasil e o que deve ser feito para amenizar suas conseqüências foram os propulsores desse acalorado “bate-boca” entre os executivos.
Quem está inserido, de alguma forma, na “panela” do mercado publicitário brasileiro, tem acompanhado e palpitado sobre as questões levantadas pelos empresários. Além do vídeo, a outra “peça viral” é um email/carta-resposta supostamente enviado por Fábio Fernandes aos seus funcionários, explicando o acontecido.
Uma varredura realizada na mídia social mostrou que o episódio está fortemente presente no boca-a-boca online. Uma amostra disso é o buzz que tem sido gerado nos blogs em torno do episódio. Apenas no dia 22, foram capturados cerca de 70 posts sobre o assunto como resultado da postagem do vídeo do debate no YouTube. Blogueiros do trade estão em polvorosa com o acontecido. Mais de 200 blogs já postaram sobre o caso e seguem divulgando as atualizações. No Twitter usuários prevêem: “vai ser o viral do ano”.
Mas o que toda essa celeuma pode nos trazer de lição? Nizan Guanaes, Fábio Fernandes e mesmo os blogueiros que repercutiram o embate acabaram desviando o foco da crise. Pouco se falou de fato sobre como as empresas tendem a se comportar durante a fase de vacas magras. “A primeira coisa que eles cortam é a publicidade”. Será que a palavra é cortar? Não seria mais adequado remanejar ou mesmo otimizar?
Não há momento melhor que este para avaliarmos onde as empresas podem e devem investir: vale mais a pena gastar milhões em propaganda ou reduzir a escala de gastos para um trabalho focado em engajamento de consumidores?
A mídia social, que cresceu exponencialmente no último ano, tem uma maior capacidade de segmentação e afinamento com o objetivo do cliente e por isso se torna cada vez mais relevante.
Em meio à turbulência da crise, a internet é a única mídia que cresceu e ainda mostra potencial de crescimento. Na contramão das mídias de massa, é ela que vem mudando os hábitos dos consumidores ao redor do globo. Blogs deixaram de ser uma fonte de informação para se tornarem parte de um sistema de relacionamento interpessoal. 20,6 milhões de brasileiros, o equivalente a 88,6% dos internautas ativos no país, segundo dados do Ibope, estão presentes nesse “sistema”. Esse é o volume de pessoas que navegam em sites de redes sociais, como Orkut, Twitter, e blogs, para deixar opiniões sobre marcas, produtos e empresas. O mercado não tem outra saída a não ser analisar esses dados. Interagir e se engajar com esse público também são palavras de ordem e quiçá farão a diferença frente ao seu concorrente nesse momento de gastos contidos.
No momento de crise, o posicionamento da Dialeto junto aos clientes não tem sido o de “reduzir”, mas sim o de “otimizar”. Soluções focadas e bem planejadas farão a diferença.
Abraços,
Renato Abdo
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